O presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou que viajará aos Estados Unidos nesta sexta-feira (28) para discutir cooperação em segurança, migração e comércio com seu par americano, Donald Trump, em um momento em que Quito está envolvida em uma guerra contra o tráfico de drogas.
Noboa, um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos na América Latina, busca apoio internacional na luta contra os cartéis e explora a possibilidade de receber forças especiais de outros países ou estabelecer bases militares estrangeiras.
"À tarde, parto para os Estados Unidos (...) para falar com ele [Trump] pessoalmente", disse à rádio Centro de Guayaquil (sudoeste) o líder equatoriano, que ficará em Miami e Fort Lauderdale por dois dias.
Noboa comemorou o fato de que, em um momento em que os Estados Unidos estão "pausando programas de cooperação na grande maioria dos países", possuem uma "boa relação" com o Equador.
"Nós solicitamos inclusive [que os Estados Unidos] incluam os grupos armados do Equador na lista de terroristas", como fizeram recentemente com oito cartéis do México, Venezuela e El Salvador, alguns dos quais operam no Equador.
Noboa disputará o segundo turno presidencial em 13 de abril, com o objetivo de dar continuidade às suas políticas rígidas contra as gangues que alimentam a violência no país.
* AFP