O governo da Coreia do Sul reportou nesta quarta-feira (26, data local) 18 mortos em um dos piores incêndios florestais da história do país, que mobiliza milhares de bombeiros para tentar conter os múltiplos focos.
Agravados pelo clima seco e os fortes ventos, mais de uma dúzia de focos arrasam há dias o sudeste do país, o que obrigou a transferência de milhares de moradores e a evacuação de um vilarejo tradicional, declarado patrimônio da Unesco.
Com quase 15 mil hectares queimados em seu conjunto no balanço de terça-feira, este incêndio é o terceiro pior da Coreia do Sul e está causando um "dano sem precedentes", disse o presidente interino Han Duck-soo.
Um funcionário do Ministério de Segurança assinalou que os focos mataram 18 pessoas, deixaram seis feridos graves e outros 13 com lesões menores.
Os focos se concentram nos arredores da cidade de Ulsan e na região de Gyeongsang e "se desenvolvem de uma maneira que supera os modelos atuais de previsão e as expectativas prévias", afirmou Han Duck-soo.
Diante dessa situação, o presidente interino anunciou a implementação de "uma resposta nacional em larga escala" e elevou ao nível máximo a crise nacional por incêndios.
Mais de 6.700 bombeiros foram destacados para lutar contra os diferentes focos, afirmou na terça-feira o Ministério de Interior e Segurança.
* AFP