O regulador de mercado da China revisará o plano do conglomerado CK Hutchison, com sede em Hong Kong, de vender vários portos do Canal do Panamá para um consórcio dos Estados Unidos, informou um jornal do governo nesta sexta-feira (28).
A Administração Geral Estatal de Supervisão de Mercado está "ciente desta transação e conduzirá uma revisão de acordo com a lei para proteger a concorrência justa do mercado e o interesse público", disse um porta-voz do regulador, citado pelo jornal de Hong Kong "Ta Kung Pao".
A CK Hutchison quer vender suas operações portuárias fora da China, incluindo sua atividade no Canal do Panamá, para um grupo liderado pela multinacional americana de gestão de ativos BlackRock por US$ 19 bilhões (R$ 109 bilhões).
O acordo de venda ocorreu após semanas de pressão do presidente americano, Donald Trump, que se recusou a descartar uma intervenção militar para "recuperar" o controle desta importante rota marítima.
O acordo, anunciado em 4 de março, previa que as partes assinassem a "documentação final" em 2 de abril.
Mas dois escritórios do governo chinês que supervisionam os assuntos de Hong Kong criticaram a venda e, de acordo com "uma fonte próxima a Hutchison" citada pelo South China Morning Post, a assinatura foi adiada.
* AFP